01-09-2014 às 10:38 | Categorias: Aniversário, Desabafos

Quase todo ano faço um post no dia 1º de setembro fazendo uma gracinha pra lembrar do porquê a data é especial e depois falo de algo pessoal, mas dessa vez planejei algo diferente. Na verdade esse post já passou pela minha cabeça umas 15 vezes desde que eu pensei em fazer, semanas atrás, mas sempre havia algo que me fazia não parar pra escrever. 2014 tá sendo um ano bem intenso, coisas boas e chatas já aconteceram comigo e isso me deixou muito pensativa nos últimos tempos. Talvez tenha sido o inferno astral que me deixou assim…

Com a proximidade do meu aniversário comecei a pensar um pouco mais em mim, em quem sou eu e como eu vivo. Fazendo um retrospecto, sempre fui rodeada de amigos. Sempre mesmo, principalmente porque fui filha única até meus 8 anos de idade e aí convidada as meninas para irem pra casa pra gente brincar. O tempo passou, perdi contato com algumas dessas meninas, mas fiz novas amizades. Aprendi o que era ter amigos que se diziam amigos, mas que riam de mim pelas costas. Me importei, chorei, me revoltei. Por dois anos intercalados. Foram anos sofridos, mas vi quem realmente estava comigo. Dois anos depois quase caí na pilha de amigos desse tipo, mas aprendi que na minha vida tinha um botão chamado “FODA-SE” e liguei para certas pessoas.

Nessa mesma época me aproximei de um grupo de uma série a menos da minha. O fato de ter somente uma turma por série na parte da tarde ajudou isso. E comecei a ter amigos mais novos. O tempo passou e eu ganhei meu computador e entrei na blogosfera. Conheci pessoas de todas as idades, mas me aproximei de um pessoal que era mais novo que eu uns 4-5-6 anos. Aí o tempo passou mais um pouco e eu conheci pessoas dessa mesma faixa de diferença de idade por conta de alguns gostos em comum e me aproximei delas. E mesmo assim, nunca deixei de fazer coisas das pessoas da minha idade.

Tá ok que eu sou um pouco diferente dessas pessoas, mas o fato é que tive uma criação um pouco mais rígida que outras, mas mesmo assim eu aproveitei muito minha adolescência e não me arrependo do que fiz e muito menos do que eu deixei de fazer. Não bebo porque não tolero bebidas, além do fato de ter um pai que gostava muito de beber (graças a Deus ele parou). Nunca experimentei um cigarro porque o cheiro nunca me agradou. E acrescentem o fato da minha mãe biológica ter sido fumante por muito tempo e ela teve vários problemas de saúde.

Gostei das bandas que minha geração me permitiu gostar, cada uma a seu tempo. Se tem bandas e cantores que eu curto hoje é porque eu ainda não cresci? Ou porque meu gosto musical sempre passeou pelo lado do pop, pop rock ou rock? Os artistas também crescem, sabiam? E com isso, o som deles também evolui.

Coleciono bonecas e sou criança. Isso é o que algumas pessoas dizem. Mas vem cá, você já pesquisou quanto custa uma boneca dessas? Quem coleciona esse tipo de doll? Julgam meu gosto sem ao menos conhecer o que há por trás dele, o que me motivou a querer colecionar essas cabeçudas que eu tanto amo.

Já ouvi falarem também que eu só leio livros de adolescente. Mas poucos sabem que eu também gosto dos clássicos. Só não tenho saco pra clássicos nacionais. É um tabu que eu ainda quero quebrar. E esse comentário vale pra filmes também. Confesso que nesse lado eu ainda sou muito meninona. Prefiro comédias românticas a suspense e terror, mas pelo fato de que eu sou MUITO medrosa e não gosto desses tipos de filmes.

Também confesso que em alguns momentos eu tenho atitudes e ações um pouco infantis pra minha idade. Várias pessoas já me disseram isso e eu já tentei melhorar, mas é algo meu que eu ainda não consegui mudar, mas nas horas que eu preciso agir conforme a minha idade ninguém percebe (principalmente na minha família).

Dizem que eu vivo num mundo cor de rosa. SE eu vivesse assim, eu estaria em Londres uma hora dessas, vivendo meu conto de fadas com um boy magia ruivo. Mas não. Eu ralo pra dividir meu tempo entre estudos, trabalho e os projetos que eu levo por aí. Meu quarto nem é rosa. Só tenho umas coisas da cor no meu quarto (meu guarda roupa que minha mãe me deu 4 anos atrás e um nicho da cor). Meu quarto tem um bocado de coisas que eu gosto. Até ursinho de pelúcia, MAS QUEM NÃO TEM/TEVE? Amo rosa e meu blog tá aí pra mostrar isso.

Gosto de coisas fofas, uso caderno de 10 matérias na universidade (velho, eu NÃO SEI estudar em um caderno só pra tudo. Prefiro cada matéria no seu lugar), gosto de animações, não sou hipster por gostar de fotografia analógica e/ou ter uma polaroid (aliás, já gostava disso BEM ANTES do termo “hipster” aparecer), coleciono bugigangas, gosto de usar blusa e short e tênis (ou blusa + calça + tênis) no dia a dia, não sou dependente de salão de beleza, sou chata quando estou de TPM (aliás, chata é pouco. Fico de mimimi e/ou MUITO chata), tenho o pavio curto, não gosto quando fazem algo com alguém sem motivos aparentes, não julgo ninguém nem nada sem antes conhecer, defendo meus amigos, seja ele quem for, falo mal dos outros (quem não fala?), brigo com minha mãe/família, falo com as amigas da minha irmã, etc, mas eu SOU FELIZ POR SER QUEM EU SOU.

Hoje, 1º de setembro eu tô fazendo 26 anos. E não “quase 30” como já disseram. Aliás, falta muito pro meus 30 anos. Tipo, vai passar uma Copa América, uma edição das Olimpíadas, uma eleição pra prefeito, uma Copa das Confederações, uma Copa do Mundo e aí sim eu estarei com quase 30 (Btw, já tenho minha ideia de festa dos 30 anos planejada). Enquanto eu não chego lá, vou curtir minha vida sendo quem eu sou e FODA-SE pra quem não gostar do meu jeito. Eu sou assim e não vou mudar por conta da opinião de x ou de y. Pensem o que quiser, mas antes de me julgar, trate de realmente me conhecer.

This is real, this is me
I’m exactly where I’m supposed to be




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