24-02-2013 às 23:57 | Categorias: Dicas, Filmes, Livros, Resenha

Edição: 1
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580572773
Ano: 2013
Páginas: 256
Sinopse: Pat Peoples, um ex-professor na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um “tempo separados”. Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, a esposa negando-se a aceitar revê-lo e os amigos evitando comentar o que aconteceu antes da internação, Pat, agora viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida. Uma história comovente e encantadora, de um homem que não desiste da felicidade, do amor e de ter esperança.

Não sabia que livro era esse e nem do que se tratava até todos começarem a falar no twitter, a aparecer fotos no instagram. Fui procurar sobre o que se tratava e tals e resolvi ler, já que todos estavam elogiando horrores.

Achei um livro muito bom. Não excelente, nem morno, mas muito bom. Passamos o livro inteiro tentando descobrir o que motivou Pat a parar no “lugar ruim”, torcendo pra que os Eagles ganhassem pra ver se sua relação com seu pai melhorava um pouco e tentando entender o porquê de seu trauma com Kenny G.

Algumas coisas achei um pouco quanto absurdas, como o exagero dos exercícios que ele fazia e o tal grito que os torcedores faziam (e que quando um começava, todos cantarolavam juntos). Tudo bem que a ‘essência’ do enredo se desenvolve por conta de sua excessiva paixão por exercícios e futebol, como ele está relacionado ao ânimo da família, mas poderia ter tido menos partes disso.

E claro, não posso deixar de falar de sua amizade com a Tiffany. Ela é tão enigmática quanto o Pat e confesso que passei o livro inteiro intrigada com suas ações; Sei lá, tinha medo que ela surtasse e machucasse alguém.

O livro só fica mais interessante nas 100 páginas finais, quando ele tenta mostrar que tá se tornando uma pessoa melhor e aceita participar com a Tiffany do concurso, começa a “troca de cartas” e a revelação do que realmente aconteceu com ele. Achei um tanto quanto absurda também a revelação da história da Tiffany. Não o que aconteceu, mas sua relação com seu falecido marido (ele me lembrou o Sr Grey).

Enfim, tirando os absurdos, gostei de como o livro termina, especialmente a frase final:

“- Acho que também preciso de você”

Agora, em relação ao filme:

Fui ao cinema esperando ver um filme que foi inspirado pelo livro mas o que vi foi algo totalmente diferente do livro. A essência que falei acima, o sentido do livro foi jogado ao vento logo nos primeiros 15 minutos do filme quando Patrick, ou Pat, conta para seu terapeuta o que aconteceo com ele e o fez parar no hospital psiquiátrico. Tipo, OI? ISSO É A CHAVE PRINCIPAL DO LIVRO, PRA QUE ESTRAGAR ASSIM DE CARA? Fora que vemos um Pat TOTALMENTE diferente do livro. Cadê a relação conturbada dele com o pai? Eles nem se falam no livro e no filme eles se falam muito. E a presença do irmão dele? Ele é de total importância no livro mas no filme ele já aparece lá na metade. E aquele menino que quer entrevistá-lo? Achei sem noção, assim como o policial toda hora aparecendo. Non sense total.

Isso não é nem metade das críticas que eu tenho com relação ao comparativo livro/filme. Mas falando dos principais. Gostei muito da atuação tanto do Bradley quanto da Jennifer. Só não achei a atuação dela digna de Oscar. Sei lá, ela fez a Tiffany MUITO bem, até melhor que o Bradley fazendo o Pat, mas não acho que ela merece ganhar.

Senti falta até das partes que eu mais detestei do livro… Cadê o Pat e seus aparelhos de ginástica?

Enfim, não gostei muito do filme em relação ao livro. Esperava mais. Mas ele acaba sendo bom, mas também não acho que mereceria um Oscar.




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