Animais Fantásticos e Onde Habitam

Em 22.11.2016   Arquivado em Filmes 0 comentário aguardando moderação

Depois de um bom tempo sumida do blog, cá estou de volta. Depois falo das minhas constantes sumidas daqui porque hoje o assunto é sério e eu tenho muito pra falar.

Antes de tudo: CUIDADO QUE EU NÃO VOU ME SEGURAR EM SOLTAR SPOILER. Tentarei editar essas partes, mas se eu não conseguir, sorry.

Outra coisa, pra esse filme eu tomei uma atitude que eu ando tomando de forma geral desde Enigma do Príncipe, que eu consumi tudo que foi lançado do filme na época e me decepcionei horrores. Fui sabendo de pouca coisa. Sabia a sinopse, algumas coisas da MACUSA (graças ao Pottermore), mas não fui buscar imagens extras, minutos lançados, opiniões a fundo.

Bem, vamos lá (ver se eu ainda sei resenhar um filme):

fantastics

O filme começa com um ataque e uma pessoa aparecendo de costas. Grindewald, o famoso Grindewald. Aquele que Dumbledore derrotou em 1945. Aí várias capas de jornais falando dele e tals, aí a chegada do Newt em NY. Gente, o que é o Eddie Redmayne como Newt Scamander? Já falo mais sobre isso.

Logo conhecemos Percival Graves, que vai até o local de um ataque por uma criatura misteriosa, que sai destruindo sem motivo aparente (até então). Temos o encontro de Newt com Jacob (ah, Jacob <3) e a aparição de uma das criaturas mais fofas do universo: Pelúcio. Logo ele se encontra com a Tina e depois com a Queenie. Criaturas fogem da mala do Newt, ele usa magia na frente de um no-maj, eles se metem em encrenca. Conhecemos também o Credence, um jovem misterioso que se encontra às escondidas com Graves, que o fala de uma criança que precisa ser encontrada e protegida. Também tem a louca da Mary Lou, uma no-maj que faz parte dos Segundos Salemianos, um grupo de pessoas que repudia os bruxos.

O filme mostra Newt tentando resgatar suas criaturas que fugiram da mala, ao mesmo tempo que mostra como a sociedade bruxa é vista na América, bem como a forma como os infratores são tratados dentro da própria sociedade bruxa. Além do mais, há uma criatura estranha atacando a cidade. Além daquela casa destruída no início (que não sabemos o motivo, nem quem estava lá nem nada), um no-maj é morto por essa criatura durante um evento, com vários outros no-majs de testemunha, o que deixa a sociedade bruxa temerosa com a exposição que eles estariam enfrentando. Descobre-se que é um Obscurus, mas é algo que eles não acostumados a lidar (Tina diz que não enfrentam um há anos).

Tina é uma ex-auror que perdeu seu cargo graças a um ataque a uma no-maj. Ela se afeiçoa por Newt e o ajuda dando abrigo e a socorrer o no-maj que sem querer pegou a maleta do nosso amigo bruxo. No local que ela mora vemos que há uma química no primeiro segundo de interação entre Jacob e Queenie, e posso dizer QUE CASAL MAIS FOFINHO!!! O relacionamento entre bruxos e no-majs é estritamente proibido por lá, mas a gente torce pra que eles fiquem juntos.

Você percebe que Graves está interessado na tal criatura, mas porque? Pra que? Nessa cena do interrogatório tem um detalhe que você começa a matar toda a charada do filme. E lá no final mesmo, Newt percebe que há algo de errado e acaba descobrindo toda a verdade.

Sobre o Newt e Eddie no papel: Bem, é incrível ver como o Newt é um ser único. Ele não costuma de relacionar com as pessoas direito, mas com as criaturas… o brilho no olhar dele mostra o quanto eles são especiais pra ele. Ele compreende as criaturas e vice-versa, o que o torna um cara brilhantemente fofo. E ele é um lufano nato. É leal às suas criaturas, não tem medo e quer que as coisas saiam da forma correta, mas não pensando na glória. E o Eddie captou essa essência dele e atuou com uma compaixão, com um amor no olhar ao falar de suas criaturas que nossa senhora do céu! Tá muito perfeito.

Falando nos outros atores, Dan Fogler, também conhecido como “o rei do Brasil”, (Jacob) soube ser o alívio cômico sem ser exagerado. Alison Sudol (Queenie) tem um ar inocente, quase infantil, doce e que não vê maldade em ler a mente das pessoas, mas que soube se impor e mostrar que tem um grande coração. Katherine Waterston (Tina) também mostra pra que veio logo no início do filme, tentando enquadrar Newt e levá-lo pra MACUSA e que depois se mostra alguém leal e apaixonada(?) (sim, já acho que ela tem uma queda pelo Newt. A cena pós ataques me deixou claro). Temos também Colin Farrel como Graves, que foi muito bom em ser o ponto do “mal” por assim dizer.

E temos Johnny Depp. Sim, ele mesmo. Depois de tanta especulação, ele tá lá no filme. Não vou comentar sobre o episódio dele com a ex-esposa, estou aqui pra analisar o filme, não a vida pessoal dele. Não dá pra dizer “Meu Deus, ele arrasou” ou “Foi um fiasco” porque ele SÓ TEM DUAS FUC**** FALAS! Não tinha muito o que fazer na situação que o GG se encontra. A linguagem corporal dele naquele momento foi “condizente” com uma pessoa que acabou de ser pega e presa. Meu maior medo com relação a ele, é que ele transforme o GG em um mix/mais uma faceta de outros personagens já interpretados por ele.

Ah, claro, já ia esquecendo dele, o divo, muso, LINDO E FOFO, Ezra Miller. Credence é bem misterioso. Bem é eufemismo. Ele é MUITO MISTERIOSO. Numa de suas cenas temos um easter egg pra RdM (you’re freak) e eu quase pirei com isso. Credence quase não deixa transparecer suas emoções. Na maior parte do tempo ele está bem acuado, calado, mas o que a gente descobre sobre ele me deixou boquiaberta. Ezra arrasou na interpretação.

Sobre as criaturas: De tudo do universo mágico, as criaturas não são meu forte. Sei o básico do básico do básico, mesmo tendo meu exemplar de AFeOH desde os primórdios (comprei lá por 2002), mas achei muito interessante e fiel as descrições que eu pude ler depois que vi o filme. Eu preciso desesperadamente de um Tronquilho. Que criatura mais fofa. E o Frank? Chorei na segunda vez que eu assisti. Sério, as criaturas não são tão o foco quanto a gente achava, mas eles são um show a parte.

Enfim, pra quem achava que não ia escrever uma linha…

Resumindo: o filme tá muito bom, muito maravilhoso. É empolgante estar de volta ao mundo mágico, mesmo que mostrando algo que é 99,9% de desconhecido. Dessa vez não temos livros para comparar. É bom pelo fator surpresa, mas é ruim pelo fator ansiedade… POR QUE RAIOS TEMOS QUE ESPERAR ATÉ 2018??????? A trilha sonora tá maravilhosa (aqueles acordes iniciais me fizeram chorar), a fotografia tá boa, variando do sombria quando temos momentos de tensão à luz solar da mala do Newt… Agora é teorizar até dizer chega e torcer pra que os próximos filmes sejam tão encantadores como esse.

;*

FUI!!!

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