A estrela que nunca vai se apagar

Em 29.03.2014   Arquivado em Livros, Resenha 0 comentário aguardando moderação
Edição: 1
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580574661
Ano: 2014
Páginas: 448
Sinopse: “Ela me faz lembrar que uma vida curta também pode ser uma vida boa e rica, que é possível viver com depressão sem ser consumido por ela e que o sentido da vida está na união, na família e nas amizades que transcendem e sobrevivem a todo tipo de sofrimento.” As palavras são do autor John Green, que era amigo de Esther e escreveu a introdução de A estrela que nunca vai se apagar. A amizade dele com a adolescente foi tão intensa que a história dela serviu de inspiração para o aclamado A culpa é das estelas, publicado pela Intrínseca em julho de 2012. Desde nova, Esther gostava de escrever cartas e diários, e, durante o tratamento contra o câncer, mantinha uma rede de amigos on-line – alguns deles membros da comunidade chamada Nerdfighteria, criada por John Green e seu irmão, Hank, em que jovens discutem sobre livros e ideias para tornar o mundo um lugar melhor. Os irmãos famosos postam regularmente vídeos no YouTube sobre assuntos variados, mas sempre pertinentes ao universo jovem. Quando estava muito debilitada, Esther realizou o desejo de passar um fim de semana na companhia dos amigos, e, com a ajuda da instituição sem fins lucrativos Make-A-Wish, ela, John e um grupo de adolescentes viveram momentos de descontração e emoção. O encontro aconteceu em Boston, em julho de 2010. Em agosto do mesmo ano, logo após seu 16º aniversário, Esther faleceu.

Sabe aqueles livros que são um verdadeiro tapa na cara? Um “alô??? Para de reclamar da sua vida e vai viver!”Então, foi assim que eu me senti lendo “A estrela que nunca vai se apagar”. Ele relata a vida de Esther Grace, que descobriu um câncer aos 12 anos de idade e o quanto ela sofreu e viveu durante o período. Pra quem não conhece, é pra ela que o livro “A culpa é das estrelas” foi direcionado, porque ela foi a inspiração do John Green pra escrever o papel da Hazel.

Aliás, como não amar mais ainda o John depois de ler esse livro? Ele conheceu a Esther em um evento e acabou virando amigo dela. Amigo mesmo. Ele escreveu a introdução do livro e eu me apaixonei mais ainda por esse cara. Não só pelo que ele fala dela, mas como ele defende os potterheads. Aliás, sabia que a Esther amava Harry Potter e que HP foi algo tão importante pra ela como é pra mim e pra outras pessoas?

Lendo os relatos dela nos diários, blogs, as cartas me faz pensar o quanto ela poderia ter sido minha amiga. Ou de qualquer um de nós. Apesar da doença, ela era uma adolescente que tinha sonhos, amava gatos, a família e a internet, e assim como alguns de nós, ela fez vários amigos através da web. Ela gostava de assistir vlogs, ouvir as músicas das bandas relacionadas a HP (btw, tem uma letra no livro da música The Weapon e é muito linda).

O livro é bem triste. Alguns relatos dela são de cortar o coração. E ela não tinha vergonha de não falar que tava doendo, que o cateter tinha infeccionado, que ela tava com líquido nos pulmões. Nem ela e nem seus pais, que escreveram em um blog contando o que estava acontecendo com ela. Alguns dos momentos você fica sentindo toda a angústia que eles passaram quando ela esteve mal. E o amor que ela sentia pelos irmãos era incrível. A relação dela com um dos irmãos mais novo era muito linda.

Mas como todos sabem, o final desse livro não é feliz. Infelizmente a Esther perdeu a luta contra o câncer (isso não é spoiler, ok?) e a parte que descreve seus últimos momentos é muito emocionante e eu chorei horrores. Tanto nesse momento quanto nas homenagens que fizeram pra ela.

Apesar de tudo isso, o livro é muito lindo e vale a pena ser lido. Dá até vergonha ver o quanto reclamamos por nada, enquanto ela tinha realmente motivos pra reclamar da vida e de tudo. É uma grande lição de vida.

“Apenas seja feliz, e, se você não conseguir ficar feliz, faça coisas que o deixem feliz. Ou fique sem fazer nada com as pessoas que o fazem feliz”.
Esther Earl

;*

FUI!!!

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