Cidades de Papel

Em 25.11.2013   Arquivado em Dicas, Livros, Resenha 0 comentário aguardando moderação
Edição: 1
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580573749
Ano: 2013
Páginas: 368

Sinopse: Em Cidades de papel, Quentin Jacobsen nutre uma paixão platônica pela vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman desde a infância. Naquela época eles brincavam juntos e andavam de bicicleta pelo bairro, mas hoje ela é uma garota linda e popular na escola e ele é só mais um dos nerds de sua turma.

Certa noite, Margo invade a vida de Quentin pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola, esperançoso de que tudo mude depois daquela madrugada e ela decida se aproximar dele. No entanto, ela não aparece naquele dia, nem no outro, nem no seguinte.

Quando descobre que o paradeiro dela é agora um mistério, Quentin logo encontra pistas deixadas por ela e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava que conhecia.

Só nesse ano de 2013 esse é o 3º livro que eu leio do John Green e já tenho mais dois na lista para ler. O primeiro que li foi “A culpa é das estrelas” que me conquistou do início ao fim. Me fez rir, chorar e repensar sobre a vida. Em Teorema Katherine eu já achei a leitura um pouco arrastada. O livro vai de uma leitura arrastada pra algo maravilhoso e foi algo mais ou menos parecido com Cidades de Papel.

O livro é divido em 3 partes: Os fios, A relva e O navio. A primeira parte é MUITO boa. Ela te prende de uma forma que quando você percebe já está chegando na página que divide o livro pra segunda parte. Conhecemos Quentin Jacobsen e Margo Roth Spiegelman. Ele, um garoto tímido e que é levado para a escola pela mãe na sua minivan. Ela, a menina mais popular da escola. Aquela que todos obedece, até os mais valentões. Eles são vizinhos desde criança e eram amigos nesse tempo. Um dia encontraram o corpo de um homem morto num parque e depois desse evento podemos dizer que a vida dos dois não foi mais a mesma.

Eles se “separaram” até Margo aparecer na janela do quarto do Q o convidando para viver a melhor noite da vida dele. Q resolve ir para aproveitar os momentos que ele teria com aquela que era sua paixão de infância. Mas como tudo não é como a gente que, ele descobre no dia seguinte que Margo fugiu e isso dá início a parte 2, a relva, onde Quentin, junto com seus amigos, começam a procurar pistas sobre o desaparecimento dela. A forma como Green narra os acontecimentos da primeira parte é incrível. Acho que a forma como o livro foi escrito ficou ótima, com um humor debochado e muita aventura, o que te faz ficar preso no livro.

Já na parte da relva a história meio que se arrasta enquanto Q juntamente com seus amigos tentam descobrir o paradeiro de Margo. Trechos marcados num poema, recado na porta são algumas das formas como Margo deixou como pistas, mas até Q associar tudo com cidades de papel e decifrar o que realmente isso significa demora um bocado. A 3ª parte mostra ele, juntamente com Radar, Ben e Lacey indo em busca de uma última pista que Q descobre, mas que eles precisam viajar de carro até o local. Essa parte já melhora muito, até porque os capítulos estão divididos nas horas que a viagem dura. A narrativa nesse momento é bem mais ágil e o final do livro é “aberto”, dando margem pra gente pensar no que realmente aconteceu com os personagens.

“Isso sempre me pareceu tão ridículo, que as pessoas pudessem ficar com alguém só por causa da beleza. É como escolher o cereal da manhã pela cor, e não pelo sabor”

Fazia tempos que eu não fazia resenha de um livro. Tem alguns dias que eu terminei de ler, mas como disse no post passado, ando tão cansada e cheia de coisas pra fazer que não tenho tempo pra nada.

Por hoje é só isso.

;*

FUI!!!

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