Divergente

Em 11.10.2013   Arquivado em Livros, Resenha 0 comentário aguardando moderação
Edição: 1
Editora: Rocco
ISBN: 9788579801310
Ano: 2012
Páginas: 502
Sinopse: Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto.
A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é.

E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.

Resisti por algum tempo a ler divergente, sempre colocando outros livros na frente por não ter muitas informações sobre a série. Em junho deste ano, uma amiga me indicou a leitura para curar a minha “depressão pós-fim de jogos vorazes”. Comprei o livro, mas só em meados de julho resolvi lê-lo.

A história é ambientada numa Chicago futurista, lugar no qual após muita destruição causada pela violência a sociedade se dividiu em cinco facções para erradicar esse mal. São elas: Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição. Os jovens, quando completam 16 anos, são obrigados a um teste de aptidão, seguido de uma grande cerimônia, dando-lhes a oportunidade de escolher outro grupo ou permanecer no qual nasceram. E ainda existem aqueles que não conseguem sucesso nos testes, que acabam classificados como os sem-facção, resultando em uma vida extremamente difícil e miserável.

O livro traz uma temática futurística em uma abordagem diferenciada, em moldes semelhantes à realidade criada em Jogos Vorazes. A série traz uma perspectiva social atrasada aos moldes modernos. Há duas formas de imaginar o futuro. Uma é com um avanço científico extraordinário e a outra é uma forma medieval de sociedade pós apocalíptica. Divergente se encontra no encontro dessas duas teorias, misturando-as de forma intrigante.

A autora Veronica Roth trabalha os personagens de formas esféricas, envolvendo um número significativo de pessoas na trama principal, sem medo ou pena de matá-los ou fazê-los sofrer quando necessário à trama. Os leitores involuntariamente se identificam com alguma facção. É praticamente impossível não ver um pouco de si mesmo em Tris (Beatrice) ou em Quatro, seu par romântico. Quatro é um personagem muito fechado e cheio de mistérios no início, mas com o decorrer da trama, ele vai revelando seu outro lado, nos deixando com mais vontade de conhecê-lo.

A narração do livro é em primeira pessoa, trazendo o ponto de vista da Tris. Esse tipo de narração geralmente afasta uma parcela dos leitores, mas em Divergente a leitura é fácil e a personagem possui uma personalidade forte, irreverente e cativante, com toques bem colocados de humor.

Página 38 de 39«1 ...343536373839Próximo