Tidying Up with Marie Kondo

Em 27.01.2019   Arquivado em Séries 0 comentário aguardando moderação

Eu sou uma pessoa que pago a Netflix e quase não uso. Sim, me julguem. Dificilmente tem os filmes que eu quero ver e não sou fã de séries, como eu já declarei várias vezes aqui. Mas no início desse ano fiquei sabendo que a Netflix havia lançado uma série com a Marie Kondo, uma japonesa de 34 anos que vai na casa de famílias americanas e os ensina sobre seu método de arrumação. Eu já conhecia a Marie e seu método. Li “A mágica da arrumação” ano retrasado (acho), mas nunca havia colocado as coisas em prática, até porque eu não conseguia internalizar o que ela fazia (e batia preguiça também).

Mas vamos falar da série, já falo de mim.

Marie Kondo

Foto: Divulgação Netflix

A série estreou esse mês e conta com 8 episódios, cada um tendo entre 35 e 45 min. Em português a série ficou “Ordem na casa com Marie Kondo“, mas eu sou do contra e assisti em inglês (vide o título do post). Não sei falar da experiência em português, porém eu tinha dado o play fui fazer algo na cozinha e fiquei ouvindo a abertura, ela falando em inglês e os participantes comentando algo e tals, quando eu parei pra prestar atenção e vi que eu não estava entendendo uma palavra do seriado. Era ela falando em japonês. A legenda era em português, mas mesmo assim, estranhei muito ver a Marie falando sua língua nativa.

Cada episódio, Marie, juntamente com Iida (sua tradutora), visitam famílias americanas que moram naquelas casas tipicamente americanas e que não conseguem deixar as coisas arrumadas. Gente, eu achei que eu tinha tralha, mas esse tipo de seriado me faz perceber que eu não tenho nada comparado com os participantes. Eu ficava pensando como raios eles não conseguiam se livrar de tanta coisa assim. Mas ela vai lá e como mágica, consegue organizar tudo.

Se tem algo que me marcou agora foi a frase “Does it spark joy?” (isso lhe traz alegria?), que é algo que ela pontua quando faz com que as pessoas analisem o que elas tem e que deve ficar ou não; Acho engraçado quando perguntam “como eu vou saber se isso me traz alegria?” e ela faz um barulhinho como se fosse algo de mágica mesmo. Ela explica no primeiro episódio as etapas do seu método, o KonMari, que deve seguir uma determinada ordem, começando com roupas e por último indo pro apego sentimental. As etapas não são mostradas em todos os episódios. O foco é pra cada família. Livros, por exemplo, veio aparecer no 6º, por aí.

O mais bacana é que eles mostraram família de tudo que era tipo, não importando se era um casal hetero ou homo, se tinham filhos, pequenos, grandes, se era viúva… Mostrou que há salvação pra qualquer tipo de situação.

Como falei acima, já conhecia o método e eu senti que essa série serviu de um empurrão definitivo que eu precisava pra me livrar de umas coisas aqui. Não segui o método à risca, mas fiz com as roupas o que ela pede pra fazer (só que em duas etapas, porque a primeira fiz com as roupas limpas e a segunda com o que tava no cesto de roupa suja), e fiz com papéis e coisas de valor sentimental (ou seja, pulei pras últimas etapas). Ainda falta a dos livros e de objetos da cozinha (esse vai me dar trabalho). E ainda tem coisas da mamãe pela casa, mas na segunda terça-feira do ano eu passei a manhã inteira analisando agendas, cadernos, papeis, objetos e separando muita coisa.

Outro ponto que eu queria observar foi que com a chegada dessa série surgiu o grupo de problematizadores de “ah, por que vocês pagam pau pra gringo se tem quem faça no Brasil?” Claro que tem e devemos valorizar, mas o que eu acho que você pode tirar de lição com essa série é a forma com que ela começa os atendimentos, se apresentando à casa e tentando se “conectar” a ela. Por que não fazemos o mesmo? Cada um sabe bem o que tem em casa (ou não em alguns casos) e esses profissionais vão lhe dar uma ajuda a otimizar o espaço, mas pensem que nem todos podem contratar um serviço desses, não é? E se não tem como contratar, e querem fazer algo, que tal tentar se ligar às lições que ela dá na série e usar em casa? Às vezes já ajuda muito um detalhezinho de nada que ela fala e você incorpora no seu dia a dia.

É uma boa série e dá pra assistir os episódios até de forma aleatória. E aí, vocês assistiram? Gostaram?

;*

FUI!!!