O Homem de Aço

Em 25.07.2013   Arquivado em Dicas, Filmes, Resenha 0 comentário aguardando moderação
Homem de AçoSinopse: Nascido em Krypton, o pequeno Kal-El viveu pouco tempo em seu planeta natal. Percebendo que o planeta estava prestes a entrar em colapso, seu pai (Russell Crowe) o envia ainda bebê em uma nave espacial, rumo ao planeta Terra, e levando com ele importantes informações de seu povo. Contrariado com tal atitude, o General Zod (Michael Shannon) tenta impedir a iniciativa e acaba preso. Já em seu novo lar, a criança foi criada por Jonathan (Kevin Costner) e Martha Kent (Diane Lane), que passaram a chamá-lo de Clark. O tempo passa, seus poderes vão aparecendo e se tornando, de certa forma, um problema, porque isso evidencia que ele não é um ser humano. Já adulto, Clark (Henry Cavill) se vê obrigado a buscar um certo isolamento porque não consegue resistir aos salvamentos das pessoas e sempre precisa sumir do mapa para não criar problemas para seus pais. Mas o terrível Zod conseguiu se libertar e descobriu seu paradeiro. Agora, a humanidade corre perigo e talvez tenha chegado a hora das pessoas conhecerem aqueles que passarão a chama de o Super-Homem.

A mesma história de sempre: enviado para a Terra por seus pais para ser salvo de um planeta condenado, o bebê é encontrado por um casal. Criado como humano e conforme o tempo passa, seus poderes começam a se manifestar, e por fim, assume o papel do Superman para lutar contra ameaças à humanidade. Mas no caso de O Homem de Aço, a direção de Zack Snyder e o roteiro escrito por David S. Goyer focaram não em refazer algo parecido com o que já foi feito. Foi inovar em reiniciar a história. E isso sim fez a diferença.

Mas com a história sendo apresentada em diversas formas como quadrinhos, série de TV, desenhos e filmes, como chegar ao ponto de entender O Homem de Aço? Simples, vá sem nada na cabeça, sem querer comparar filmes passados com este.

No filme, começamos com Krypton em colapso porque todos os seus recursos naturais foram esgotados e o núcleo do planeta ficou instável. E então, o General Zod tenta um golpe de estado para ficar no comando sem obedecer a ninguém. A política é algo que se sente claramente nesse início do filme. A tecnologia também, porque todos os seus habitantes nascem após passar por uma engenharia genética que definem qual caminho tomarão na fase adulta: se dedicar à área científica, trabalhadores ou até soldados. Lendo assim parece chato, mas o filme é totalmente com ação do início ao fim.

A partir do momento que Kal-El é enviado para a Terra, começa uma apresentação da interessante narrativa não linear. Somos apresentados a um Clark Kent adulto e sem rumo na vida. Ele muda de emprego em emprego, com nomes falsos, enquanto procura entender a verdade sobre si mesmo. E a cada experiência que vive, é apresentado fatos de sua infância em que ele manifesta seus poderes.

Em seu encalço está Lois Lane (Que me lembrou muito a personagem Jane Foster, de Thor, por ser curiosa e acabar se metendo na história.). Ela é uma premiada repórter investigativa do jornal Planeta Diário, que está cobrindo a história de uma ação militar no Ártico e acaba deparando com o que o Pentágono insiste em negar: a existência de alienígenas. Esta abordagem transforma a história em um conto sobre o primeiro contato da raça humana com seres extraterrestres. Quais implicações isso teria na estrutura de nossa sociedade, como política, religião e segurança? Embora esses assuntos não sejam discutidos de maneira aprofundada, as questões são levantadas.

Todos os personagens são abordados de uma nova forma, incluindo Jor-El – que tem uma ótima interpretação por Russel Crowe – e o General Zod, que possui motivações mais plausíveis para seus atos. Afinal, como um soldado e sua patente, tem dever com o seu povo e não se furtará de cumprir aquilo que acha certo de fazer.

Aliás, é um trabalho sólido de todo o elenco, com destaques para Michael Shannon e Henry Cavill, que finalmente encarna um Superman como há muito não se via, seja física ou psicologicamente. A analogia entre Superman e Jesus também está presente aqui, principalmente na idade (33 anos) e na cena em que Clark vai se confessar na igreja, na qual ele aparece na frente de um vitral representando Jesus Cristo.

A trilha sonora casa perfeitamente com os momentos do filme. Os efeitos especiais são de encher os olhos, altamente bem feitos e uma bela cinematografia. Zack Snyder fez um filme mais inovador, fazendo cenas mais cruas, naturais e reais. Como momentos marcantes, destaco: O primeiro voo; A cena onde Clark é obrigado a conter seus poderes e o seu confronto com o vilão.

Por outro lado, o filme possui certos “furos” no roteiro. A escala da história proposta é tão grande que acaba por ter partes passando rápido demais e não se desenvolvem no tempo dado, mas não afetam em si o filme em seu todo.