De volta aos quinze

Edição: 1
Editora: Gutenberg
ISBN: 9788582350799
Ano: 2013
Páginas: 224
Sinopse: Anita tem 30 anos e sua vida é muito diferente do que ela sonhou para si. Um dia, ao encontrar seu primeiro blog, escrito quando tinha 15 anos, algo inusitado acontece e tudo ao seu redor se transforma de repente. Com cabeça de adulto e corpo de adolescente, ela se vê novamente vivendo as aventuras de uma das épocas mais intensas da vida de qualquer pessoa: o ensino médio. Ao procurar modificar acontecimentos, ela começa a perceber que as consequências de suas atitudes nem sempre são como ela imagina, o que pode ser bem complicado. Em meio a amores impossíveis, amizades desfeitas e atritos familiares, Anita tentará escrever seu próprio final feliz em uma página misteriosa na internet.

Depois de ler vários livros com temáticas diversas, tipo Chicago futurista, assassinato num alojamento, 2ª guerra mundial, biografia de uma garota com câncer, estava com muita saudade de ler algo mais próximo a mim, sabe? Algo que eu pudesse me identificar e dizer “olha, eu queria ser/viver como fulana”. E foi assim que eu me senti lendo De volta aos quinze.

Eu tenho o livro “Depois dos quinze”, mas ainda não consegui lê-lo, mais por preguiça que por outra coisa, então esse foi o primeiro livro da Bruna Vieira que eu li. Acompanho o trabalho da Bruna como blogueira desde o ano passado, quando eu passei a entrar com mais frequência no blog dela e lembro que acompanhei o lançamento de DVAQ. Na época achei um pouquinho besta, apesar de ter me apaixonado pela capa e ter comprado duas das camisas relacionadas ao livro que foram lançadas pela marca Chico Rei.

Ok, parar de enrolar. O livro é muito bem ambientado. A Anita tem 30 anos e sua vida não é como ela imaginava pra si. Sua irmã vai se casar e ela tem que voltar para sua cidade, onde será feito o casamento. É durante um fato que ocorre no casamento que ela descobre seu antigo blog, feito quando ela tinha 15 anos. Só que ela não apenas lê o que tem no blog. Ela volta a ter 15 anos e viver tudo de novo. Só que modificar algo no passado vai modificar algo no presente, certo?

Um fato que me fez ficar encantada com a Anita foi a semelhança que eu tenho com ela em alguns aspectos. E fazia tempo que eu não me sentia assim sabe? A última vez que eu me senti ‘próxima’ a algum personagem foi em “Imaginário Feminino”, da Camille Labanca. O livro é ambientado num futuro não tão longe, 2015, e fazendo as contas eu sou só 3 anos mais nova que a Anita. Ou seja, alguns conflitos vividos por ela, seja na adolescência ou na idade adulta foram/são semelhantes com os meus. Li várias resenhas de pessoas reclamando que ela não soube escrever como uma mulher de 30 anos se comporta/age/faz. Já pararam pra pensar que mesmo por conta da idade ela não pode ser “um pouco mais nova”? Ter 30 anos na identidade é uma coisa, mas a Anita não se sente com essa idade. Pode até sentir, por já ser formada, ter amigos casados e ter um emprego, mas e quando você não parece ter o que tem? Digo isso por experiência própria.

É impossível não se apaixonar pelos personagens. E por odiar outros. Não sei porque, mas ainda odeio a Carol, prima dela. E tenho uma simpatia grande pelo Joel e fiquei extremamente apaixonada pelo Henrique. Há também uma pitada de mistério no livro, afinal, o que tem esse blog pra fazer ela voltar no passado e modificar tanto o futuro? E o senhor que ela encontra por duas vezes? (meu palpite é que é o pai dela).

É um bom livro pra quem quer algo mais ‘brasileiro’ e dá pra ler em pouco tempo.

;*

FUI!!!

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