O que me faz pular

Edição: 1
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580574975
Ano: 2014
Páginas: 192
Sinopse: Naoki Higashida sofre de autismo severo. Com grande dificuldade de se comunicar verbalmente, o jovem aprendeu a se expressar apontando as letras em uma cartela de papelão, e, aos treze anos, realizou um feito extraordinário: escreveu um livro. Delicado, poético e profundamente íntimo, O que me faz pular traz uma nova luz para entendermos a mente autista. O jovem explica o comportamento muitas vezes desconcertante das pessoas com autismo e compartilha conosco suas percepções de tempo, vida, beleza e natureza, apresentadas em um relato e um conto inesquecível.

A primeira vez que ouvi falar desse livro foi no encontro da Intrínseca aqui em Teresina, em março desse ano, quase na mesma época que ele seria lançado. As meninas da editora apresentaram o livro e logo ele me chamou a atenção, principalmente pela temática, autismo. Quando eu era mais nova não fazia a mínima ideia do que era autismo, até que um dia eu resolvi pesquisar na internet. Mas mesmo assim, as pesquisas não são suficientes pra que a gente entenda como a doença realmente é e como alguém que sofre dela se sente. E é isso que O que me faz pular traz pra gente.

Através das respostas do Naoki Higashida descobrimos porque eles agem da maneira, como é o pensamento de um autista, ele detalha algumas características que eles possuem. É tudo muito complexo e emocionante. Sabia que eles não gostam de ficar isolados? O Higashida conta que ama a companhia das pessoas, mas por eles terem medo/ansiedade de causar algum problema pra quem está com eles, eles acabam ficando sozinhos.

Ele detalha coisas como a percepção deles com relação a um objeto, que acaba sendo diferente da nossa. Pra eles, os detalhes “pulam” e só depois que eles conseguem ver a imagem por inteiro. Higashida também explica o porquê deles repetirem tanto algumas ações, mesmo que seja dito que não é pra fazer. Enfim, são tantas perguntas e respostas dele que não quero estragar a leitura de vocês.

Agora, dois pontos que me marcaram muito: o primeiro é que ele sempre pede pra que a pessoa que estiver tomando de conta de um autista tenha paciência. Não só ele, mas todos em volta e ele pede que continuem ajudando até o fim. O segundo ponto é uma pequena estória no final do livro que me fez chorar e refletir um bocado.

“Compaixão de verdade significa não pisar na auto estima alheia. Pelo menos é assim que eu penso”
(Naoki Higashida)

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