Will & Will – Um nome, um destino

Edição: 1
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501093882
Ano: 2013
Páginas: 352
Sinopse: Em uma noite fria, numa improvável esquina de Chicago, Will Grayson encontra… Will Grayson. Os dois adolescentes dividem o mesmo nome. E, aparentemente, apenas isso os une. Mas mesmo circulando em ambientes completamente diferentes, os dois estão prestes a embarcar em um aventura de épicas proporções. O mais fabuloso musical a jamais ser apresentado nos palcos politicamente corretos do ensino médio.

Desde que comecei a ler os livros do John Green coloquei em minha cabeça que leria todos, até porque ele só tem 6 livros lançados (quer dizer, 5 livros e um conto em um outro) e eu curto a forma como ele escreve. Já entrei em discussões ferrenhas sobre ele ser o “novo Nicholas Sparks”, mas isso não é assunto pra esse post. Quando fui procurar os livros que me faltavam fiquei meio assim com a sinopse de Will & Will. Achei que seria ruim, chato, mas não. Paguei minha língua.

O livro foi escrito em parceria com o David Levithan, onde cada um escreveu os três primeiros capítulos de cada Will Grayson até que eles se encontraram para ver o quanto a estória tinha encaminhado, pra daí então escreverem em conjunto. É perceptível a diferença na narrativa de ambos. John descreve o Will Grayson que quer se manter invisível, mas seu melhor amigo é gay e grande. Ou seria o inverso? Além disso, Will passa por problemas amorosos, já que uma hora se diz apaixonado pela Jane e em outros momentos não quer nem saber dela. David relata um Will Grayson totalmente diferente de seu homônimo, já que ele sofre de depressão, é gay e mantém um relacionamento cybernético com Issac, além de que tenta se afastar das investidas de Maura, uma “amiga” da escola. Além da diferença entre os dois Will, há uma diferença na diagramação do capítulos. Os escritos pelo David são todos em letra minúscula. No início isso incomoda muito, mas depois você se acostuma. E é até bom por conseguirmos diferenciar quem é quem.

O primeiro Will vive à sombra de seu amigo, Tiny Cooper. Aliás, pausa para falar do Tiny. Ele não é só um mero coadjuvante, mas o que, no futuro, vai ser o grande elo de ligação entre os dois protagonistas. Tiny pode ser egocêntrico ao extremo, achar que tudo gira ao seu redor, mas ele é carismático o suficiente para não ser caricato. A vida dos dois personagens começa a ter algo em comum quando eles se encontram numa sex shop, onde o segundo Will encontraria com Isaac. Porém o destino, coincidência, acaso, faz com que eles se conheçam. Esse foi um ponto que eu achei que a narrativa foi um pouco “bagunçada”, porque o primeiro Will entra na loja, mas eles não dizem do que era a loja. Aí o outro Will entra, já falando que a loja era um sex shop e eu demorei um pouco para assimilar que os dois estavam no mesmo local.

Enfim, dentre todos os livros dele que eu li (só falta um), Will & Will é um dos que tem a leitura mais prazerosa e ágil que eu li (só perde pra A culpa é das estrelas e Teorema Katherine). Eu achei a proposta do livro interessante, de duas pessoas com mesmo nome se encontrarem e de todos os livros dele foi o que eu achei o final mais surpreendente de todos.

Antes de fazer essa resenha eu resolvi dar uma lida em outras, só pra ver o que as pessoas achavam do livro. Vi algumas criticando o livro e comparando-o com “A culpa é das estrelas”, como se Will & Will tivesse sido lançado depois e que o João Verde estava “decaindo” com sua escrita. De fato o livro foi lançado depois, mas aqui no Brasil. Will & Will é de 2010, enquanto “A culpa” é de 2012. Só que o segundo fez tão mais sucesso lá fora, que trouxeram logo pra cá e virou o “carro chefe” do John Green. Só que os outros livros foram escritos antes dele e eu percebo que o autor evoluiu e muito na escrita. Coincidência ou não, estou lendo o primeiro livro escrito por ele por último. Ainda não li o suficiente para traçar uma opinião válida. Deixarei isso para a próxima resenha.

Por hoje é só. Lembrem que Will & Will é um dos prêmios da promoção de 7 anos do blog. Pra participar clica no banner ali ao lado ou aqui.

Depois venho falar de mim. Minhas férias já eram, eu ando vagabunda demais e farriando demais xD

;*

FUI!!!

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  • Erick

    Acho que dos livros do Green pra mim só falta ler ele e o Teorema Katherine, todo mundo fala super bem de Will e Will e eu to morrendo de vontade de lê-lo logo, mesmo assim acho que ele não ira superar o ‘Quem é você, Alasca?”, pra mim vai ser dificil John Green superar aquele livro. Ah e tbm não acho que o John é o novo Nicholas Sparks, acho os livros do Sparks tão superficiais, e o fato dele usar formulas prontas só faz eu gostar menos dele, já o John Green, embora os seus protagonistas sempre sejam Nerds filosoficos, ele consegue humanizar tanto eles que é como se eles realmente existissem, fora as reflexões que há nas paginas, são muito mais que frases bonitinhas ou melosas, são frases que vc realmente para e pensa “puxa é verdade”, “Quem é você, Alasca?” é cheio de momentos assim, lembro que quando terminei de le-lo fiquei horas refletindo sobre ele. Enfim Adorei a resenha

    Abraços
    Erick
    {Des}Construindo o Verbo

  • Anny Rosario

    Oi Renatinha!
    Terminei de ler o livro mais famosinho do John e confesso que também paguei minha língua: nunca achei que fosse gostar tanto de um livro dele! Bom, nunca parei pra pensar que ele seria o novo Nycholas Sparks mas isso seria uma ótima coisa a se debater. Ele ganhou muitos corações com os livros e a escrita dele.
    Fiquei com vontade de ler Will&Will! Sua opinião sobre o livro foi muito bem colocada.
    Beijo!

  • Juliana

    Adorei a resenha! Você escreveu bem detalhado, mas sem spoiler, gostei! Me interessei pelo livro e também, como você, em ler todos os livros do John, apesar de ainda não ter lido nenhum! kkkkkkk

    Beijos!

  • Naila

    Gosto do jeito que você resenha, sem spoliers. A proposta do livro é bem interessante. Sua opinião sobre o livro me deixou com bastante vontade de ler ele.